Santuário do Senhor Bom Jesus Campo Largo

Vida religiosa: a maternidade ofertada a Deus

Guilherme Leite

Quando chegamos ao mês de maio, vemos por todos os lados homenagens às mães, e muito se fala dos aspectos do ser mãe. A maternidade é frequentemente descrita como algo que faz parte do que é ser mulher. Mas e quando olhamos para a Igreja e vemos as mulheres que se consagraram à vida religiosa e, por isso, não têm filhos, como elas vivem esse instinto materno? Elas realmente deixam para trás a maternidade?

A irmã Suzane, da Pia Sociedade das Filhas de São Paulo (irmãs paulinas), nos conta que ao ingressar na vida religiosa, não poder ser mãe fisicamente não é algo preocupante, diante da grandiosidade do chamado a que a mulher está respondendo. Assim, a religiosa não deixa para trás a maternidade, mas coloca o seu instinto materno a serviço da Igreja. Elas são chamadas a ser mães espirituais daqueles que delas se aproximarem.

Embora não seja como a maternidade física, a religiosa sofre, se alegra, reza e se preocupa com aqueles seus “filhos espirituais”, conta-nos a irmã Suzane. O acolhimento e a compreensão próprias das mães aqui se torna parte da missão da mulher que se consagra à vida religiosa.

Parte do carisma das irmãs paulinas aponta para a origem desse modo de ser, “gerar Jesus em si para oferecê-lo ao mundo”. É a exemplo de Maria, mãe da Igreja, mãe de todos, que as religiosas dão frutos de sua maternidade espiritual.