Santuário do Senhor Bom Jesus Campo Largo

Releia na íntegra a matéria do Sintonia sobre “Seu Feltrin”

TEREZINHA E OLINDO: um casal apaixonado por servir a Deus e a Igreja

feltrin3Dedicação, carinho e amor em se doar são sentidos por inúmeras pessoas que oferecem a sua vida à Igreja. Terezinha de Jesus Jequelin Feltrin, 70 anos, nascida no Bugre na data de 04/12/1943 e Olindo Feltrin, 74 anos, nascido no Rodeio na data de 12/03/1939, são essas pessoas especiais. O casal é paroquiano do Santuário Senhor Bom Jesus desde a sua fundação. São casados há 52 anos, tem quatro filhos e oito netos, frutos dessa longa união.

Terezinha e Olindo são pessoas dignas de serem lembradas, pois desde quando o Santuário ainda era uma pequena Capela sempre ajudaram com a felicidade estampada no rosto, como diz Terezinha “todos sabem que é só nos chamar, que largamos tudo e estamos lá na Igreja para ajudar no que precisar”. Ela já participou do Sagrado Coração de Jesus, já foi catequista e é mensageira das capelinhas há mais de 30 anos em seu setor. Hoje participa da novena do Perpétuo Socorro, do Apostolado da Oração e da missa às 10h, somente no Santuário. Já seu Olindo nunca fez parte de nenhum movimento ou pastoral, mas se sente em casa, pois ajuda no que for preciso, embora mais tímido e menos comunicativo, seu olhar demonstra a alegria que sente em colaborar.

materiaQuando ainda era Capela, as pessoas eram convidadas a ajudar. Alguns roçavam o alto mato que tinha no local, emprestavam o caminhão, trabalhavam na limpeza, nas festas, auxiliavam em datas especiais. Na 1ª festa da Capela Bom Jesus todos ajudaram na cozinha, na preparação do fogo para o churrasco, nas bebidas.

Haviam voluntários de sexta a domingo. Terezinha conta que se faziam cerca de 80 a 90 bolos e os produtos para essa confecção e para o almoço era todo conseguido através de prendas doadas pela comunidade.

Naquele tempo era tudo muito difícil, porém todos faziam com muito gosto. Seu Olindo conta que quando o povo participava de romarias a água era levada da Capela até o Tamanduá e mesmo assim com muitas dificuldades, as pessoas tinham prazer em ajudar, faziam tudo por amor à Igreja e a Deus.

Com o passar dos tempos, a comunidade estava crescendo, então Pe. Chico que cuidava da Capela, viu que era preciso aumentar o espaço e para arrecadar fundos para a construção o criou o carnê de Ação Social. Seu Olindo ia de casa em casa arrecadar doações para que uma nova Igreja fosse construída para poder acolher melhor ao povo. Olindo lembra que o Pe. Chico era um homem muito bom, humilde, de pura simplicidade e gostava de caridade, ele sempre atendia quem precisasse de uma palavra, de um aconselhamento com muito carinho e atenção.

Em 1974, Pe. Chico foi transferido para outra Paróquia em Curitiba, Terezinha e seu Olindo dizem que foi um momento muito triste, pois todos adoravam o Padre que ficou no Bom Jesus durante sete anos. Todos choraram muito e fizeram uma missa de despedida em homenagem ao tão querido Padre Chico. “O Pe. Chico era imagem do Cristo sofredor”, falou carinhosamente Olindo.

Mesmo com sua saída, o trabalho continuou. Terezinha e seu Olindo permaneceram ajudando nos serviços paroquiais. Ela fala que as pessoas tiravam suas flores dos jardins de suas casas e levavam para plantar no bosque que se formava e pouco a pouco ia sendo colorido com tantas cores e mudas diferentes. Terezinha sente falta disso, pois as pessoas, assim como ela, gostavam de oferecer suas flores ao jardim do bosque da Igreja e isso não acontece mais. Já seu Olindo tem o prazer de lembrar que ele sempre fora escolhido para carregar a Santa Cruz nas celebrações de Páscoa e isso o deixa muito feliz e gratificado.

Terezinha e Olindo são pessoas que amam o que fazem. Ela fala com carinho: “Tudo o que fazemos é por amor à Paróquia, eu deixaria a minha casa para morar no bosque. Temos amor por tudo, todos sabem que é só pedir que nós dois estamos lá para ajudar. Eu agradeço todas as manhãs por tudo o que Deus nos deu”. “A gente se sente muito bem dentro da Igreja, pra quem viu a Igreja quando era só Capela e hoje vê o Santuário é outra coisa, mas a gente se sente muito bem sempre” comenta seu Olindo.

Esse casal que teve sua vida voltada às obras de Deus são exemplo de que ajudar em comunidade faz toda a diferença. A alegria encanta em todo amanhecer. “Se precisasse fazer tudo de novo, a gente voltava no tempo e enquanto Deus nos deixar a vida, estamos para ajudar”, Terezinha finaliza com o sorriso no rosto.

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